Uma taberna (ou taverna) é, de uma forma geral, um lugar de negócios ou um bar onde pessoas vão para beber bebidas alcoólicas e onde também pode ser servido algum tipo de alimentação. A palavra deriva do Latim taberna (Grego ταβέρνα) que significa abrigo ou oficina.
Reunir-se numa taberna para beber cerveja ou outra bebida alcoólica é uma tradição social de longa data, tendo sido iniciada no mínimo pelos sumérios (3500 a.C.); na Suméria o taberneiro era tradicionalmente uma mulher, mas em outros lugares e épocas as mulheres foram completamente excluídas das tabernas.
Em Portugal (onde eram muitas vezes designadas pejorativamente como tascas), a par dos cafés e das Casas de Pasto, as tabernas vingaram até os anos 1980 do século XX, tanto nas áreas rurais, onde eram o centro por excelência da vida social das pequenas localidades, como nas urbanas.
Os poetas eram grandes assíduos das tabernas e, embriagados escreviam as mais diversas trovas e poemas, misturando o existencialismo medieval com a realidade lúdica. Alguns desses aventureiros do álcool e do lirismo deixou estes relatos, que até o presente momento se encontram apócrifos:
Quando estamos na taberna
não nos importamos com a sepultura,
mas atiramo-nos ao jogo,
sobre as quais sempre suamos.
O que acontece na taverna,
onde o dinheiro é o anfitrião,
se quiseres saber
ouve o que eu te falo.
Uns jogam, outros bebem,
outros se comportam indiscretamente.
Mas dos que se entregam ao jogo,
uns ficam nus,
outros vestem-se,
Lá ninguém teme a morte,
Mas, por Baco, lançam os dados à sorte.
Primeiro pela conta do vinho,
do qual bebem os libertinos;
bebem de novo pelos cativos,
depois bebem três vezes pelos vivos,
seis vezes pelas freiras infiéis
Oito vezes pelos frades depravados,
Tanto pelo papa como pelo rei
bebem todos sem lei.
Bebe a dona da casa, bebe o dono,
bebe o ágil, bebe o preguiçoso,
bebe o rude, bebe o meigo.
Bebe o pobre, bebe o doente,
bebe esta, bebe aquele,
bebem cem, bebem mil.
Pouco duram seis moedas
onde imoderadamente
todos bebem sem medida,
ainda que bebam com alegria.
Assim todos dizem mal de nós
e assim seremos pobres.
Que vão para o inferno os que nos censuram
e que seus nomes não sejam escritos com os dos justos.