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Ministério da Saúde Paraguaia suspende uso de metacrilato por riscos em tratamentos estéticos

O Ministério da Saúde anunciou que em nível nacional o uso do metacrilato, também conhecido pela sigla PMMA, para medicina estética no Paraguai já está suspenso após denúncias. “Eles recairão com todo o peso da lei” sobre quem continuar usando o produto, alertaram.

A Ministra da Saúde, María Teresa Barán, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, acompanhada pelo Dr. Bruno Balmelli, presidente da Sociedade Paraguaia de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética.

Anunciou que a pasta da saúde solicitou à Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa) a suspensão temporária da comercialização do metacrilato, conhecido como PMMA, para salvaguardar a saúde e a vida das pessoas.

A medida foi anunciada após se tornar pública uma denúncia nas redes sociais, de uma paciente chamada Alejandra Houttave, que acusou as médicas Ester e Sara Oliveira, conhecidas como Doutoras Barbies, de realizarem um tratamento com o produto que a deixou com péssimas sensações.

Nesse sentido, o especialista em cirurgia estética disse que outros casos já tinham sido observados anteriormente e afirmou que existe uma preocupação nesse sentido.

O Ministério da Saúde Pública e a Sociedade Paraguaia de Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética trabalharão “lado a lado” no assunto, garantiu o ministro. Balmelli, por sua vez, lembrou que já estão traçando um plano multidisciplinar para combater este problema, que tem uma longa história.

“O problema não é apenas o produto PMMA. Embora tenha sido aprovado em junho deste ano, já estava sendo vendido, pois era contrabandeado há muitos anos. É um produto que tem grandes limitações, que em mãos inexperientes pode ser catastrófico e que, comparado a outros produtos, sua segurança é menor”, ​​enfatizou o médico.

Barán destacou que a Saúde Pública punirá “com todo o peso da lei” aqueles que continuarem usando metacrilato.

“É provavelmente um segredo aberto que qualquer pessoa usa em cirurgia estética hoje. “Todo mundo usa dispositivos estéticos diferentes que não são autorizados”, acrescentou o ministro.

No final de agosto passado, a modelo, atriz e apresentadora de televisão argentina Silvina Luna morreu aos 43 anos, enquanto lutava contra uma insuficiência renal aguda causada por negligência médica numa operação estética a que foi submetida em 2011.

Ele ressaltou que a pior catástrofe que o produto pode causar é a morte e outra são as cicatrizes ou invalidez.

A Saúde Pública informou hoje que a Dinavisa autorizou a comercialização do produto em todo o país em junho deste ano e que tal autorização foi modificada no dia 8 de setembro. Ou seja, sexta-feira da semana passada.

Na Argentina, os riscos relativos ao metacrilato também transcenderam após a morte da famosa atriz e modelo argentina Silvina Luna, que apresentou piora na saúde, a ponto de necessitar de um transplante de rim, após passar por tratamento estético nas nádegas com PMMA.

Fonte: ultimahora.com

 

 

tiploc

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